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28 setembro 2011

daqui até ali

14 setembro 2011

'zebras'


Dá-se com ela subitamente, a 'zebra', ou melhor: a passagem de peões, logo a seguir a uma curva vindo de um caminho (bom para todo-o-terreno) de terra por entre várias quintas em Casais da Serra, na Arrábida. E o caricato é isso mesmo: em bocadinhos de estrada asfaltada entrecortada por outros pedaços em terra batida, quiçá fazendo parte de uma infraestrutura de pequena urbanização que nunca a conheci a desenvolver, elas lá estão: são 3 passagens de peões no meio do nada. Ao lado pastam ovelhas.
Um dia haverá semáforos.

16 agosto 2011

coisa de médico


Nem é a 'letra de médico' neste caso, é simplesmente a casmurrice e falta de respeito para com o utente (ou doente ou cliente, como lhe queiram chamar) por parte do médico que sabe que, enquanto não tem o tal sistema informático xpto a funcionar para passar receitas electrónicas, tem de escrever aquilo que a lei ditou e que ele -médico- sabe muito bem. Se porventura não sabe, então o director do centro se saúde saberá, neste caso o de Azeitão e é bom que transmita instruções.
Deverá custar ao 'senhor doutor' escrever o resto do palavreado ' ...do nº2 do artº 9º da portaria 198/2011', porque sem isto as farmácias recusam atender a receita, o que implica nova deslocação ao centro de saúde para que o médico complete aquilo que lhe competia logo de início fazer certo.
Este tipo de 'boicote' tonto ao instituído assegura ao centro uma incidência no livrinho.

28 abril 2011

azeitão: verde, mas à torreira do sol


São mais de vinte e um mil m2 de terreno que, para o transformar em parque, envolveu até há poucos meses um regimento militar de engenharia com maquinaria pesada para terraplanar e ajudar na colocação de imensas oliveiras centenárias por certo. Estreou, como convinha, a 25 deste mês e ninguém terá dúvidas que se tornará um lugar aprazível, mas isto quando as árvores crescerem e se esperarmos pelas oliveiras, bem podemos ficar sentados à sombra de outras. A avaliar pela planta do projecto, apenas haverá 1 árvore de grande porte e folhagem larga -do tipo plátano- que dá pelo nome de Liquidambar (styraciflua) que na terra natal - os EUA- existem em larga escala e é sobretudo no Outono que adquire o expoente com quase três cores em simultâneo e é por isso lindíssima. Mas, pelos vistos, será apenas uma única. Não entendo. Mas não sou especialista na área; o máximo que vou é plantar salsa e mesmo essa nem sempre nasce.
Portanto, temos para já, um largo terreno, ainda por relvar, à torreira do sol. Também me quer parecer que se terão esquecido de considerar estacionamento, ou talvez ainda não esteja iniciado sequer, não sei. Sei que a curta via de acesso, até dia 24 sempre desimpedida, tem agora um 'passa-à-vez' sem sentido, literalmente.
Temos também um café-esplanada. Simpático e ainda atrapalhado na serventia, mas isso passa, espera-se. Na esplanada não existem cinzeiros nas mesas, o que é uma coisinha que sempre me aborrece, porque a 'calçada portuguesa' já estava pejada de 'beatas'. Aguarda-se portanto que a hotelaria repare nisso e já agora encomende à patrocinadora Sagres mais chapéus de sol, já que esses não será necessário esperar que cresçam. Esses até eu sei 'plantar'.

25 fevereiro 2011

azeitão e a faixa amarela


Não sei se a pintura destas faixas amarelas de proibição de estacionamento nas ruas de Azeitão será da competência da CMSetúbal ou do Int.Estradas Pt. ou de algum outro dono da trincha. Sei é que esta não será seguramente a prioridade na rua central que atravessa Azeitão. As lojas abrem e fecham a um ritmo alucinante; alguns negócios mais antigos mantêm-se, mas certamente devido ao baixo valor de renda das lojas, outros aguentam-se talvez pela especialização. Existe pouco lugar para estacionar nesta rua relativamente comprida e onde se centra a maior actividade comercial e sobretudo serviços, das águas ao gás e dos correios à farmácia entre outros. A circulação, a partir de metade da rua, com dois sentidos dificulta e, por certo, este deveria ser revisto de acordo com as vontades do comércio inquirido pela autarquia há poucos anos atrás; não era de certeza a implementação de 'faixa amarela' na ruas que apenas deverá elevar o sistema comissional de quem passa multa e afastar ainda mais a clientela do centro. Ao fim de semana o tráfego aumenta, mas não se pode considerar nem de perto nem de longe caótico.
A pressão urbanística -sempre apelidada de 'quintas'- em torno de Azeitão é sim asfixiante e em nada, absolutamente nada, contribui para a valorização da região, sobretudo a nível de qualidade de vida que se tem vindo a perder, justamente por esta visão algo desregrada. Esta deveria ser uma das preocupações prioritárias do dono da trincha.

23 julho 2010

siga a fogueira


Lembrados deste aqui? Pois então, temos agora a frente completa e praticamente dizimada. Hoje, às 14h., para início de fim de semana.

22 julho 2010

nada como foguear para desbastar


Há uma semana e pouco, o fogo (esse elemento que surge sempre 'do nada' e a horas inconvenientes como as 7 da tarde...) andou aqui perto de Azeitão, na Nacional 10. No dia seguinte, no rescaldo, uma brigada da GNR punha uns pequenos dispositivos vermelhos tipo CSI no local onde aparentemente o fogo terá começado 'por milagre divino'. Hoje, não há nada melhor do que abater as árvores boas que restaram; não sei se é a mesma motoserra das 'Estradas de Portugal' que há uns meses abateu plátanos centenários em Vendas de Azeitão, mas seja quem for, seguramente não é inocente a fogueira.
Há dois anos, também aqui na zona, surgiu do nada um fogo de fim de tarde: pinheiros e sobreiros foram eliminados do mapa. Milagrosamente, este ano, no mesmo local -agora limpo de árvores como convém e de forma económica- apareceu um 'Minipreço'. Olha: mais uma coincidência.
Estou de olho num terreno que parece pertencer à Misericórdia de Azeitão; há um projecto qualquer para instalação de um lar para idosos. Nada contra o futuro lar, apenas estou de olho para ver se também irá aparecer um fogo de 'geração espontânea' e económico que arrase com todo o pinhal. Só para que conste.

20 julho 2010

várzeas


Apetece dizer: "várzeas, vistezeas"
É com isto -e outras que tais- que Azeitão se vai estragando, tendo ou não a terra 'no coração', como foi lema de campanha autárquica. Os arruamentos estão definidos, agora só resta abater as incómodas árvores no caminho para que as futuras 'maisons' floresçam no seu lugar.
Outros valores, certamente mais altos, se levantam que não a papagueada propaganda eleitoralista ,à altura, sempre muito preocupada com a 'preservação' da terra onde se candidatam. Vê-se.
Poderão alegar: 'é urbanizável'. Claro. Tudo pode ser 'urbanizável', até mesmo aquela Arrábida onde há dias andaram de camartelo em punho. Não há muito que preocupar, portanto. Enquanto houver terra, não faltem os baldes de areia e cimento. Aliás, com a terra que ainda resta, não vi uma única iniciativa autárquica baseada, por exemplo, no modelo há muito defendido pelo Arq. G.Ribeiro Telles no tocante a hortas urbanas. Só para exemplificar.

15 julho 2010

deve ser por isto


Deve ser por isto que 'tropeço' cada vez mais em tanta gente 'famosa' ao aproximar de qualquer fim-de-semana em Azeitão: as vistas são desafogadas, os ares são bons, a água é fria como o raio, mas pronto.
Mas este caminho aqui em cima é impróprio para cardíacos e o Bentley não passa.

23 junho 2010

má sorte


Dizem-na 'assombrada'. Sombra não lhe falta isso é verdade. Quanto ao 'assombro' só se for daqueles de má partilha, que é o que quase sempre acontece com propriedades. E aí fica, até cair ou se entenderem ou qualquer outra coisa, perdida na Arrábida.

03 junho 2010

azeitão: memória de abastecimento


do tempo em que a água em casa, 'nascia' no quintal.

milha XXIV: roma em cetóbriga


A calçada romana do Viso, que se acede a partir da EN10, a pouco menos de 2Km de Setúbal, entrando pela aldeia do Grelhal, teve -tanto quanto sei- a última intervenção de manutenção há cerca de doze anos, através do Parque Natural da Arrábida -pasme-se!- e outras entidades.
Não é muita extensa a parte ainda perfeitamente visível e caminhável: são cerca de 300m. mas mantem a 'jovialidade' da construção de há dois mil anos atrás.
Com infinitamente menos tempo cronológico, são os placards de informação sobre esta importante via que fazia parte de uma extensa rede viária romana na península. O estado actual é o que a imagem em cima mostra. Obviamente não é nem o tempo, nem a meteorologia adversa que provoca os quadros de informação partidos ou pura e simplesmente desaparecidos. É a insondável capacidade idiota do portuga para a destruição. Por outro lado, como isto é recorrente, 'deixa-se estar', não só ali, mas igualmente no Creiro e na sua estação arqueológica de salga de peixe.
A bem dizer, há muito onde se podia ocupar pessoas desocupadas, mas não gratuitamente, porque a 'desocupação', também conhecido como desemprego, tem a sua dignidade nas pessoas que involuntariamente estão nessa situação. Não é propriamente seguir o modelo de alguns.
Sobre a calçada, diz-se então:
[...]"De facto, este troço fazia parte da via Romana que ligava Olissipo (Lisboa) a Cetóbriga (Setúbal) e daí seguia para Salácia (Alcácer do Sal), Ébora (Évora) rumando à muito importante Emérita Augusta (Mérida, em Espanha), partindo do importante Porto Fluvial de Equabona (Coina) " [...]

10 maio 2010

1908: pelos caminhos da arrábida


Foi em Junho desse ano que Luis da Camara Reys documentou para a 'Illustração Portugueza' as estradas e caminhos que calcorreou de Setúbal até à Arrábida. A distância é curta pelos padrões actuais, mas na época, era coisa para demorar mais algum tempo. Pela prosa, deduz-se que hoje a serra talvez esteja até um pouco mais composta e cuidada do que estaria naquela altura; em termos de património não me surpreende, mas em termos de arborização, sim. De notar, que, antes como agora, as empreitadas de estradas já serviam para fazer fortunas.
Para ler, a partir daqui.

28 outubro 2009

rural


"a minha única experiência com a 'agricultura' foi plantar umas alfaces num canteiro de varanda. Nasceram umas 'ervas' que tirei, mas afinal eram as alfaces"- dizia-me ela, divertida, na sequência de conversa breve derivada precisamente para o tema agrícola. Pois, a minha relação com 'plantações' fica-se praticamente pelo mesmo cenário, com a diferença que o manjericão está ali robusto e em rápido crescimento.
A imagem lá de cima é um troço do Azeitão rural bem próximo aqui de casa, que pergunto a mim mesmo quanto tempo ainda resistirá até que alguém do cimento pense que o melhor será arrancar estas 'ervas daninhas'.

ânsia


No fundo é ânsia; depois apelida-se de 'força maior'.
Ânsia de facturar por um lado, ânsia de consumidor por outro. Um e outro podem, obviamente, funcionar, desde que estejam reunidas as condições.
Esta nova superfície comercial dita de 'discount' instalou-se e abriu portas na zona de Azeitão há pouco menos de uma semana, ainda sem estar pronta. Claro que facturou de imediato e, por isso, talvez não custe tanto agora a inactividade forçada por razões óbvias.
Há dez anos, na zona, existia apenas um supermercado; hoje coexistem oito pelo menos, sendo que a distância entre quatro deles não é superior a cem metros.
Concentrado de supermercados, portanto.

16 setembro 2009

brinquinho


Não há como o aproximar de eleições autárquicas para deparar com frenética actividade e mostra de maquinaria normalmente dormente nos 40 e poucos meses precedentes.

04 setembro 2009

O Circo de Walter


Nada de confusões com aquele americano que só trabalhava com os animais no celulóide, este é o outro WD: o Walter Dias e o seu Circo.
O Circo apareceu 'overnight', como quase todos os Circos de levante: em três tempos (um nadinha mais, pronto) está a tenda montada, os trailers e galeras arrumados e a 'casa' dos ferozes leões, dos dóceis poneis, zebras, cabras e outros ainda mais pacíficos, levantada para a sempre curiosidade de todos.
Dantes, quando viajava muito mais do que actualmente por este rectângulo luso, encontrava em muitos locais recônditos, Circos dos quais nunca tinha ouvido falar e, para dizer a verdade, continuo a não ouvir, a menos que fiquem em memória visual um ou outro que captem a atenção, por exemplo, pela conotação de nome e lettering, como este aqui.
É sabido que a vida nómada destas pequenas companhias e, em particular, de todos os artistas e demais gente colaboradora, não é fácil por variadíssimos motivos e sobejamente conhecidos. Mas se servir de consolo, fora da actividade circense, há também muita gente a trabalhar sem rede.
Circo, em Azeitão, este fim de semana.

16 agosto 2009

Querido mês de Agosto


É sabido que Agosto costuma ser o mês dos bailaricos, festinhas e festanças por este país fora. Normalmente, onde existem, é porque há já tradição, e para que esta exista, algum dia teve de começar, é certo. Mas em locais onde nunca existiu semelhante tradição, o ajuntamento pató é uma forma de entreter o povo.
São 2.20h da manhã e aqui na zona -onde normalmente só se ouve grilos e corujas- há um palco montado, daqueles típicos de aldeia -nada que receba algum Tony Bennett- onde o artista contratado faz pela vida (dele), enquanto a vida (de outros) está interrompida no descanso num considerável perímetro. Aborrece-me isto, é um facto. Aborrece-me essencialmente quando é notória a falta de bom senso de quem organiza, o que neste caso, terá o patrocínio da junta de freguesia de S.Lourenço/Azeitão. O santo não será para aqui chamado, mas chamaria à razão o responsável por esta tonteria por não impor limites à hora de términus da actuação do cantante e derivados. A coincidência com o dia feriado não passa de uma desculpa barata. Com quase trezentos anos da tal tradição, existe em Vila Fresca de Azeitão, em Setembro, mais uma festa; mas esta a malta sabe que vai acontecer: não aparecem de surpresa tipo 'concerto flash-com-licença-cá-estou-eu'.
É incomodativo, inapropriado e acima de tudo não cativa.
Portanto, meu caro Presidente, terá certamente mais linhas com que se entreter e iniciativas com urgência vária: tome como exemplo a limpeza da floresta e não me venha com cantigas de 'propriedade privada'. Aliás, não venha com cantigas de espécie alguma. Ganhará mais no Outono.

14 agosto 2009

São Lourenço


“Eu, Lourenço Dinis, vassalo do Infante Dom Pedro, com todo o meu siso e entendimento como Deus deu, temendo Deus e o dia da minha morte, faço o meu testamento em esta guisa mando que me enterrem em na Igreja de São Lourenço d’Azeitão e mando deixarem para a obra do dito São Lourenço e para o capelão e para os ornatos e para o mantimento dele que de meu e do que aí deixar a dita Catarina Mateus minha mulher façam e refaçam e mantenham a dita Igreja e ornamentos para ela para sempre e um capelão que sempre cante na dita Igreja e diga de cada dia as horas canónicas e dê os sacramentos cada vez que lho demandem os moradores de Azeitão e mando que aí ponham um bom sino o qual piquem cada um dia, à noite, para dizerem as Avé-Marias."- D. Lourenço Dinis, preceptor do Infante Dom Pedro.
95 anos separam estas duas imagens da pequena igreja de S.Lourenço, em Azeitão.
Gosto de comparar. É só.

20 março 2009

Feios, quase maus e sobretudo porcos


Ettore Scola encontraria com facilidade aqui na zona de Azeitão novos personagens para o elenco de uma reedição do célebre filme 'Feios, Porcos & Maus'. Há-de passar gerações até que alguns (muitos até) percebam a figura imbecil que fazem ao depositar sacos de lixo num passeio onde a 10 (dez!) metros existem 2 contentores de lixo e 3 'ecopontos'. A forma mais simples é deixar -tal como a foto documenta- o lixo junto ao poste de iluminação já que este tem uma papeleira, logo, se a tem, no semi-neurónio funcional do brilhante cérebro que faz dobrar a espinha logo ali e incapaz de movimentar dois membros de locomoção é também anulada toda e qualquer capacidade de discernimento. "Aqui fica bem. Alguém há-de levar", mais do que isto será em esforço.
Não vale de muito ter Jaguar, Mercedes e até Ferrari garbosamente estacionados, porque a boa estrela e o cavalinho rampante pouco atestam a moralidade dos proprietários(as) para com a restante comunidade. Não se fala de passantes, mas sim de residentes o que é mais desagradável ainda.