02 outubro 2008

By the book


Aborrece-me solenemente aquelas pessoas sem iniciativa e que se regem por parâmetros pré-delineados e estanques, literalmente 'by the book' corporativo.
Este é o caso de um fabricante internacional e da sua extensão portuguesa.
Mesmo que o 'book' português tenha sido entregue com algumas páginas em branco, para poderem ser escritas, não há que alterar nem acrescentar nada, mesmo que daí se infira aumentar o volume de negócio: está-se bem. Até porque as hipotéticas páginas em branco podem não significar mais do que mero esquecimento ou falta de comunicação. Portanto, na dúvida, o melhor é não arriscar.
E quando falo de 'falta de comunicação' não é de forma gratuita: hilariante e simultaneamente desesperante, porque não estamos a falar de um fabricante sediado na Somália mas sim europeu, um mero pedido de documentação fácil e simples de obter pode ser iniciado em Maio e não estar ainda terminado. E porquê? Porque se podem passar semanas em troca de email inúteis e idiotas entre a extensão portuguesa e a sede, baseado unicamente nisto "Já recebeste os documentos?", no dia seguinte : "Quais documentos?", e no dia seguinte "os que te enviei em Maio", e mais um dia à frente "Não. Como foram enviados?" , seguida da informação, obviamente, no outro dia "Por correio expresso". E uma semana já passou, correndo tudo bem claro está, nesta exímia comunicação, para quem o telefone será ainda uma peça do futuro próximo.
É na Europa, meus caros.

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