01 outubro 2008

Tudo pelo cliente, nada contra o cliente


Sou (estou melhor) um autêntico nabo nestas coisas de transportes públicos. Redescobri-os recentemente (e apenas 1) porque, efectivamente, consegue-se reduzir uma viagem 'stressante' de pára-arranca na A2 de 90 minutos em mera meia-hora sobre carris. Não fosse a paciência de Jó da minha cara-metade e teria de andar com um 'pdf' de instruções de como se tira um bilhete aqui outro ali, enfim.
Mas isto não significa que não observe o comportamento das empresas de transportes, dos seus colaboradores e da multi-tarefa das empresas de segurança que, pelos vistos, também 'picam' bilhetes e fazem aquele papel de 'armário' barrador nas verificações de títulos de viagem (o nome pomposo para bilhete de qualquer espécie) à saída das estações.
Não tenho nada contra os comboios da Fertagus. São confortáveis, são medianamente rápidos e sobretudo não andam conspurcados.

Mas quanto à empresa em si, sou capaz de ter: a) respostas a e-mail, não deverão conhecer. Não sei como fazem nas auditorias da 'Qualidade' ou então serão como algumas que conheço. b) Têm um piso desastroso na entrada da estação de Coina, quase desde o início, como se por lá tivesse passado um tanque de guerra. Palco de vários acidentes e tratamentos hospitalares, insistem em dizer que o 'problema é do empreiteiro', muito embora os clientes sejam Fertagus e não do 'empreiteiro' c) Têm normalmente 2 'guichets' para bilhetes, passes e conexos, mas, por norma apenas 1 funciona mesmo que a fila de pessoas dê uma voltinha. Parece haver prazer na 'seca' dada. d) Têm daqueles leitores magnéticos com ecrã ranhoso com dígitos tipo calculadora anos 70 que mal se vê o que debitam. Por último, aderiram à moda do bilhete magnético eliminando antigos 'pré-comprados' de usar e deitar fora. Precisamente por esta última razão, a Fertagus, sempre atenta às questões ecológicas, decidiu, há mais de um mês, que estes tais novos bilhetinhos magnéticos recarregáveis e que fazem "prlimm" no tal leitor ranhoso é que seriam os bons, os do futuro e coisa assim.

Mais de um mês depois, a estação de Entrecampos, na entrada da Av. Álvaro Pais, não tem os tais leitores magnéticos, continuando o clássico electro mecânico para os anteriores que já não vendem. O resultado é palmilhar meia plataforma à procura de um desses "prlimm" sofisticados.
Até à data, tenho sido paciente e comunicado à linha 700 e qualquer coisa idem ao(s) funcionário(s) do 'guichet' e não sei até que ponto serei obrigado a procurar algo para validar um bilhete cujo equipamento não se apresenta operacional, nem tem indicação de alternativa nessa entrada. Tenho evitado estrear o livrinho vermelho dos rapazes com uma coisa que me parece tão óbvia assim houvesse atenção do tipo "Eh pá! A gente mudou isto, se calhar temos também de mudar os pica-bilhetes para este formato. 'Bora lá ver". Não sei; qualquer coisa básica deste tipo.
Sou eu que peço muito, ou isto fará parte, por exemplo, da competência de uma direcção de operações?

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