03 outubro 2008

é mel (take II)


Mais uma da 'imensamente produtiva' empresa EMEL. Deixa papelinho amarelo às 11.53h com ticket válido até depois das 13h., claramente visível no tablier. Não sei se o ajuramentado funcionário(a) terá lido 2006, por exemplo, ou 10.13 ou qualquer outra coisa, o que eu sei é que também gostava de ter uma empresa assim: somente geradora de receita gratuita e fácil e onde os meus colaboradores pudessem contribuir diariamente para o engrossar do 'turnover', fosse qual fosse o método, protegidos claro está, pela capa de 'equiparação a agentes de autoridade pública'. De resto, até me parece que fosse conveniente descentralizar funções da PSP e, em caso de roubo, furto ou dano do veículo serem estes 'ajuramentados funcionários' a serem chamados para tomarem conta da ocorrência, ou não servirão para isto?

Claro que não servem. Infelizmente, a maioria desses funcionários exteriores da EMEL só lá estão porque o encaixe no mercado de trabalho é escasso e não encontram outro poiso a não ser participar nas proveitos de uma empresa parasita.
Mas é um negócio interessante, repito: gostaria de o ter.
Há-de vir o dia que os 'passadores de multas e papelinhos conexos' não terão mais emprego, quando toda a gente se teletransportar, obviamente.
Também acho curioso a nova disposição que deverá ser em breve aprovada relativo a circulação condicionada a 30Km/h em algumas artérias de Lisboa (e às tantas, outras também) mas, os fabricantes de automóveis, esses, continuam a vender os seus produtos capazes de ultrapassar os 200Km/h sem esforço e não entendo porque raio não é colocado um limitador de velocidade, sabendo que o máximo permitido não vai além dos 120Km/h. Naturalmente, tal coisa, constituiria um rombo significativo nas receitas das autoridades, o que era uma chatice das grossas.
Enquanto isso, a EMEL, lê-se por aí, irá investir em novos parquímetros topo-de-gama, que irão ler daqueles tais cartões muito inteligentes que evitam o actual saco de moedas. Verba, não deverá faltar.
Manuel Monteiro do PND, afinal, até tinha razão, quando, simbólicamente, selou com fitinha a entrada da sede da EMEL em Lisboa o ano passado. Devia era ter sido em definitivo.

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