04 fevereiro 2009

Depressão cavada vinda de oeste


Sem nenhum anticiclone que lhe valha, o primeiro ministro britânico utilizou hoje a expressão mais odiada e a qual a maioria dos políticos nem ousa 'bichanar': o mundo está em depressão. Disse.
Provavelmente já terá vindo a terreiro dizer -ou alguém por ele- que 'não seria bem isso' que queria dizer ou que 'no contexto de...' enfim, sabemos todos que ele sabe que nós sabemos, parafraseando alguém que terá um dia, por cá, rematado mais ou menos assim uma intervenção.
Os estoicos resistentes que terão testemunhado a grande depressão americana do final dos anos 20, seriam à altura, jovens imberbes e, hoje, aqueles que ainda por cá estão, talvez tenham apenas uma amarga memória dessa terça-feira negra, que não foi de saldos e qualquer semelhança com a actualidade não é mera coincidência.
Eu nem quero nem saber se Marx tinha ou não razão, o que eu queria mesmo saber é se amanhã o mundo continua aberto ou se encerra para remodelação e se despede 6,6 biliões de 'funcionários' deste planeta.

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