04 fevereiro 2009

1 €


Hoje contei os minutos em que as desgraças da crise instalada se sucediam em catadupa no bloco informativo das 20h da TVI: vinte minutos e segue para intervalo.
Nunca me agradou o formato do 'Jornal Nacional' dessa estação e ainda menos o alinhamento e o modo de noticiar: quanto mais desgraça, mais ênfase. De resto, isto é comum a todas as estações à hora de jantar e para quem ainda o tem.
Salva-se o noticiário da RTP2 às 22h que em trinta e cinco minutos diz tudo -sem drama esgalhado à exaustão- o que os outros levam tempo a moer em mais de sessenta.
Mas afinal ainda existem boas notícias que são abafadas pelas outras -ou ignoradas- no 'prime time': a única fábrica de perfumes portuguesa e que apenas funciona por encomenda e sem falta de clientes, dirigida por duas engenheiras químicas de sucesso -conforme a peça da RTP1- ou ainda esta aqui, que prova que a perseverança de uma funcionária, hoje empresária, pode continuar a produzir e a gerar emprego numa fábrica comprada apenas por 1 Euro há cinco anos atrás, aos ex-patrões alemães.
A esperança e o optimismo talvez façam mais e melhor em cinco minutos do que um interminável rol de desgraças laborais. A inversão talvez fizesse mais sentido.

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