Ora aí vem mais uma lufada de ar frio que irá fazer de novo as delícias de patetas entrevistas dos canais televisivos nos seus noticiários, do tipo :'Então? Está muito frio não está?' ou infinitas reportagens sobre os flocos de neve que vão parar ao IP4, à A24, ao IP qualquer coisa com os seus camiões parados os quais, muitos deles, atravessam os Alpes e Pirinéus mas curiosamente só encontram dificuldade aqui, as aldeias que ficam -como se nunca tivessem ficado- isoladas por meras horas, as criancinhas que já não apanham o autocarro para ir à escola, t
udo como se estívessemos a viver em pleno círculo polar ártico.
Pois bem, dentro de um par de semanas, virá aí frio de novo para a Europa, aqui, o quintal da dita, apanhará apenas os estilhaços do costume, segundo a previsão sempre certeira de quem percebe do assunto, não eu, mas o homem lá de cima a quem sur
rupiei o excerto que recebo por e-mail há anos. Ele (Bastardi) não é o único -e eu subscrevo- a defender uma tese contrária à de Al Gore: o 'aquecimento global' é cíclico na terra e depende em muito -não olvidando a actividade solar- de uma coisa simples a que se convencionou chamar AMO- Atlantic Multidecadal Oscillation que se relaciona directamente com a temperatura da água do Atlântico norte. Na opinião deste e de outros especialistas o fim do aquecimento das águas atlânticas estará perto do seu termo, o que induz a uma variação climática no sentido contrário àquela que tem vindo a ser defendida -muito por interesses económicos obviamente, como em tudo- e, por isso, será bom que nos habituemos, no hemisfério norte, a ver invernos mais frescos e verões mais amenos, o que, no meu caso particular -egoisticamente escrevendo- me agrada de sobremaneira.
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