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02 fevereiro 2012

justiça popular

06 janeiro 2012

a fechar o natal


Hoje é dia de Reis. Fecha-se o ciclo natalício, portanto. Das decrépitas 'iluminações de Natal' desta Lisboa, só me apetece registar o quiosque do Largo de Camões. Tudo o resto podem meter os dedos na ficha.

07 dezembro 2011

memória: iluminações natalícias lx.

Ainda bem que este ano não há Natal, não é assim ó Costa?

10 setembro 2011

disparate: blue station

Nem sei como classificar isto. Mas fico só pelo disparate do renomear, esperando que não haja continuidade exterior, por exemplo, 'Garrett Street'...

"Aquela que é uma das mais emblemáticas estações de metro de Lisboa foi rebaptizada. Baixa-Chiado PT Bluestation é o seu novo nome, graças a uma acção de marketing da empresa que está a gerar controvérsia. O Fórum Cidadania Lisboa chama-lhe "prostituição do espaço público" e o Grupo de Amigos de Lisboa fala numa "saloiice de muito mau gosto".- via 'Público'

22 agosto 2011

cml: a lógica da batata


A Câmara Municipal de Lisboa tem efectivamente gente que não se entende como se pode manter em cargos públicos. Em vez de promover o conceito de hortas urbanas opta por uma subida insana do valor do arrendamento de terrenos, na sua maioria totalmente cultivados. Parece preferir, portanto, o mato à horta. Ou então, terraplanar para mais tarde 'semear' um desses blocos de apartamentos-gaiola com o provável nome de 'Quinta' de qualquer coisa.
Até a Câmara do Funchal, no ano passado, procurou o arrendamento de terrenos na região para implantação de hortas urbanas. Terão gente mais esperta, supõe-se.

gebalis com todos


Parece que os gestores da empresa municipal 'Gebalis' não eram parcos no que às comezainas diz respeito, mas, suportadas por vários cartões de crédito.
Sendo o datalhe certo, conforme consta no blog do advogado José Maria Martins, não há mais nada para dizer. Penso eu.
Um 'cheirinho' aqui em baixo, o restante, no blog de JMM.

Gambrinus (Luxo) 29-01-2007 / 16h52 262.50 euros + 27,5 euros gratificação
Restaurante o Terreiro do Paço 31-10-2006 213.30 euros + 11,7 euros gratificação
Jardim Visconde da Luz (Cascais) 05-11-2006 198.90 euros + 11,1 euros gratificação

05 maio 2011

memória: apolo 70


Creio bem que o último filme que vi neste cinema -um dos modernaços da altura- foi o longo 'Apocalypse now' de F.F.Coppola.
Recordo também, de água na boca, os magníficos gelados que serviam na cafetaria do piso inferior. Mas na verdade ia lá mais por causa do cinema que outra coisa.
E por falar em apocalipse: tenho ideia que existe um a decorrer...

30 abril 2011

lisboa: mar de granizo

29 abril 2011

planeta em mudança-3

Hoje também já tive a minha dose de inundações.
'Blending of the seasons' chamam alguns e acho que não poderia estar mais certo: é mesmo uma mistura das estações do ano. Mas vão ser cada vez mais acentuadas e isto já não é surpresa.

28 abril 2011

graça: recantos de lisboa


São poucas as zonas do bairro da Graça que realmente gosto. As poucas, são justamente aquelas de onde se avista tudo o resto desta capital de bolso.
E há também as já centenárias 'vilas' com os pátios interiores. Como esta aqui da foto: a 'Sousa'.
'Está aqui a nossa Graça / Que é de Lisboa a sua graça, / Só ela abraça, só ela nos beija / com a ternura de quem deseja.
Só ela tem aquele olhar, / Num coração sempre a dançar, / A Graça salta de alcachofra na mão, / E acorda o sol ao sabor de uma canção
'

26 março 2011

lisboa, a lápis de cor


Uma memória lisboeta, do tempo em que se estacionava à vontade e sem EMEL nos Restauradores e onde os eléctricos se perfilavam descendo, alguns, o resto da baixa. Aliás, sobre carreira de eléctricos amarelinhos e autocarros verdinhos da Carris, há muito para saber por aqui.

19 março 2011

mar da palha e hidroaviões


Onde hoje é o Oceanário do Parque das Nações, no início dos anos '40 existia o aeroporto marítimo de Cabo Ruivo, destinado a hidroaviões de longo curso (os famosos Clipper e Short Solent) operados pelas extintas companhias aérea Pan-Am (norte-americana) e Aquila Airways (britânica). Assinaram a construção desta obra Carmona, Salazar e Duarte Pacheco que pretendiam -ou pelo menos o último pretendia junto com a Pan-Am que o planeou- que este novo aeroporto estivesse equipado com a melhor tecnologia da altura, mas sem esquecer a arquitectura Estado-Novo em voga nesses anos e sem grandes luxos.
Para quem chegava da América, após 22h de vôo escalando os Açores num hidroavião luxuoso e em rota para outra cidade europeia, desembarcava no mar da palha e seguia de automóvel para o aeroporto terrestre da Portela de Sacavém, mas antes encantava-se certamente pela entrada no magnífico Tejo e passagem rente pela 'baixa' lisboeta vista do rio, enquanto fazia um brinde com um Porto em copo de cristal da Bóemia e arrumava os talheres de prata no prato de porcelana fina. A bordo do Yankee Clipper da Pan-Am era assim.
Em 1943 um destes hidroaviões amarou mal em virtude de fraca visibilidade e uma das asas roçou o rio: foi o suficiente para uma cambalhota mortal para mais de metade dos passageiros (24) e deixar outros em muito mau estado.
No final da década de '50 este aeroporto marítimo foi desactivado.
Portanto, na próxima vez que for ver trutas ou tubarões ao Oceanário, recorde-se que ali amaravam gigantes do ar.

25 fevereiro 2011

lisboa, crónica anedótica

É o título do filme mudo de Leitão de Barros, rodado em Junho de 1929 durante um intercalar na rodagem de outro filme, o 'Maria do Mar'.
Estreou no ano seguinte no S.Luiz em Lisboa e dele existem duas versões: uma para consumo interno e outra para 'exportação', fosse para as colónias fosse para estrangeiro ver e isto, porque, numa época em que alguns realizadores europeus gostavam de mostrar em filme as suas 'sinfonias urbanas', não seria elogioso para Portugal, mostrar uma capital muito pouco higiénica, velha e degradada, com muita ruralidade à porta, e por aí fora. Nada europeu, em suma. Para consumo interno não haveria, então, nada a editar face à rodagem inicial, o povo estava habituado e a mistura de algumas cenas revisteiras no meio de outras encenadas com nomes sonantes do teatro de revista dos anos 20 iria prender os espectadores nacionais sem preocupação alguma com qualquer suposto enquadramento europeu.
Este aqui em baixo são os primeiros dez minutos dessa película, que por ser muda, fica melhor com uma banda sonora actual. Para além de ser sempre um mimo ver Lisboa de outras eras.

the look


Acho que já tinha publicado por aqui uma foto idêntica a esta, mas a duplicação não tem qualquer problema. Não resisto a sorrir cada vez que passo neste cruzamento da Av. Almirante Reis e dou de frente com o 'look obama' no mais que certo coiffeur afro.

23 fevereiro 2011

o local

21 fevereiro 2011

1947: cortejo histórico de lisboa

Sob o alto patrocínio da CML (e mais alguns certamente) foi encomendado a António Lopes Ribeiro este documentário. Oportunidade para ver também Eva Peron nas bancadas VIP da Av. da Liberdade.

19 fevereiro 2011

panorâmica: margem sul


Lisboa vista do alto e margem sul do Tejo em frente, há setenta anos.

18 fevereiro 2011

twa: pitoresco portugal

Primeiro há que ver os modernaços aviões da defunta TWA da segunda metade dos anos '60, ver o fillet mignon ser colocado no prato de porcelana pelo Chef, observar como o charuto não incomodava ninguém a bordo, ver a expedita ajuda da hospedeira na correcta colocação dos auscultadores de último grito em stereo na cabecinha de uma passageira que julgava que aquilo ficaria empinado qual tiara, enfim, e só depois ver o Portugalinho dos anos '60 visto pela transportadora aérea norte americana:




Via IS

15 fevereiro 2011

memória: quando xabregas tinha praia


Quando Xabregas tinha praia e também quando a R. do Arco Carvalhão tinha o dito cujo acabadinho de fazer.

10 fevereiro 2011

memória: rua do carmo


Três épocas distintas para a mesma rua: a Rua do Carmo. A única que não é capaz de manter de manter viva qualquer animação é justamente a desoladora no presente. Perdeu todo o brilho após o incêndio da zona, já lão vão mais de uma vintena de anos, e, só mesmo o refrão dos UHF fica no ouvido para nos cantar como de facto era:

Rua do Carmo, rua do Carmo
Mulheres bonitas, subindo o Chiado

Mulheres alheias, presas às montras
Alguns aleijados em hora de ponta
Olha como é a Rua do Carmo
Olha como é a Rua do Carmo