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01 maio 2011
25 abril 2011
24 abril 2011
17 abril 2011
14 abril 2011
19 junho 2010
cartas a portugal
Pedro Barroso
Menina em teu peito sinto o Tejo
e vontades marinheiras de aproar
Menina em teus lábios sinto fontes
de água doce que corre sem parar
Menina em teus olhos vejo espelhos
e em teus cabelos nuvens de encantar
E em teu corpo inteiro sinto feno
rijo e tenro que nem sei explicar
Se houver alguém que não goste
não gaste, deixe ficar
que eu só por mim quero te tanto
que não vai haver menina para sobrar
Aprendi nos 'esteiros' com Soeiro
e aprendi na 'fanga' com Redol
Tenho no rio grande o mundo inteiro
e sinto o mundo inteiro no teu colo
Aprendi a amar a madrugada
que desponta em mim quando sorris
És um rio cheio de água lavada
e dás rumo à fragata que escolhi
Se houver alguém que não goste
não gaste, deixe ficar
que eu só por mim quero te tanto
que não vai haver menina para sobrar
25 abril 2010
24 abril 2010
senhas de abril
'e depois do adeus'-paulo de carvalho | emissores associados de lisboa 22:55h
'grândola vila morena'- josé afonso | rádio renascença 00:20h
25 abril 2009
Herói incómodo: Salgueiro Maia (1944-1992)

[...]Quando outros não acreditavam, ele acreditou. Quando outros tinham medo de ousar, ele ousou. Quando outros diziam que era impossível, ele partiu para Santarém, mal equipado e mal armado, mas claro no pensar, claro no sentir e claro no querer.(...)
Herói mais incómodo pelo seu apego à liberdade e desapego do poder.[...]
Herói mais incómodo pelo seu apego à liberdade e desapego do poder.[...]
-Manuel Alegre-
17 abril 2009
40 anos: crise académica
Faz hoje.
Um dos intervenientes nesta Primavera académica -e da qual J.Hermano Saraiva saíu a perder- é agora candidato ao 'bem-bom' europeu. É *vital* que vá?
Sentes que um tempo acabou
Primavera de flor adormecida
Qualquer coisa que não volta, que voou
Que foi um rio, um ar, na tua vida
E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O bater da velha cabra
[Balada de despedida do 5º ano jurídico de Coimbra 88-89]
01 abril 2009
Setúbal Guia: o bacalhau de Tenreiro
O 'Setúbal Guia' de Abril -uma publicação regular sobre eventos do mês na cidade e arredores, publicada pela CMSetúbal- tem na capa uma foto do Arquivo Municipal Américo Ribeiro de 1974. Chamou-me a atenção o velho bacalhau do Tenreiro; faz luas e quartos minguantes e crescentes que eu não lia ou via algo relacionado com o Comandante Henrique Tenreiro, o homem que nunca foi ministro salazarista ou marcelista, mas que acabou por ser o 'patrão das pescas' durante trinta e oito anos, a partir de um embrionário projecto: o 'Grémio do Bacalhau'.Por isso, quase até à altura desta foto, foi o corporativista Tenreiro quem efectivamente punha e dispunha, traçava ou apagava as directrizes da política nacional das pescas, incluindo os financiamentos relativos a remodelação de frotas pesqueiras.
Entre grémios, cooperativas e uma teia de empresas relacionadas com o corporativismo, há uma, melhor: duas, que se tornaram ícones: a Gel-Mar é uma e a outra é a defunta SAPP (não: esta tem 2 Pês) e era, por extenso, Sociedade de Abastecimento de Peixe ao País.
As carrinhas da SAPP eram Citroën transformadas para a venda de peixe fresco. Lembro-me delas como se tivesse sido ontem que lá tivesse ido buscar um pargo. O modelo de carrinha Citroën era, de resto, o mesmo que a Gulbenkian usava para as suas bibliotecas rolantes, mais bem cheirosas que as da SAPP (aqui ao lado numa foto da Motor Clássico, em desfile nos Restauradores).Para quem todo o poder sempre soube a pouco, Tenreiro acabou sem poder algum e sem reintegração na Marinha e por esta acusado. Preso em '74, o Brasil foi a sua última morada até '94.
O bacalhau foi, afinal, um animal político.
Créditos: imagens CMS e Motor Clássico
25 outubro 2008
25 abril 2008
24 abril 2008
14 abril 2008
Vejam bem

Vejam bem que não há só gaivotas em terra quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
E se houver uma praça de gente madura e uma estátua e uma estátua de de febre a arder
Anda alguém pela noite de breu à procura e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
E se houver uma praça de gente madura e uma estátua e uma estátua de de febre a arder
Anda alguém pela noite de breu à procura e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer
Vejam bem daquele homem a fraca figura desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão
E se houver uma praça de gente madura ninguém vem levantá-lo do chão
ninguém vem levantá-lo do chão
ninguém vem levantá-lo do chão
Vejam bem que não há só gaivotas em terra quando um homem
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
José Afonso
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