
LISBOA PÓS TERRAMOTO
"[...] no entanto, em 1765, o centro da cidade estava ainda pejado de escombros, embora muitas casas estivessem já construídas e outras em via de reconstrução. Casas desmoronadas, algumas sem telhado e sótão, o palácio real em ruínas.
O rei, a rainha, D.Pedro, irnão do rei, as suas três filhas e o moço príncipe da Beira viviam numa longa fila de aposentos de madeira em Belém (...) enquanto isso, as moradias próximas de Mafra eram votadas ao mais completo abandono. Gorani define a cidade como como uma amálgama espantosa de palácios destruídos, de igrejas queimadas, de escombros semelhantes ao de uma fortificação que se fez explodir (...) Imediatamente depois da subida ao trono da rainha D.Maria I, pararam as obras nos edifícios públicos, de forma que uma parte da grande praça, onde está uma estátua equestre do rei, ficou por acabar. (...) As alturas, dentro ou fora da cidade, são todas inteiramente ocupadas por capelas, igrejas, conventos imensos que, com as suas hortas, vinhas e pomares, cobrem um quinto ou pelo menos um sexto da cidade. [...]"
in 'Lisboa setecencista vista por estrangeiros' ISBN 972-24-0991-3
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