29 maio 2010

jerónimo: já lá não vamos assim

"As revoluções não são factos que se aplaudam ou que se condenem. Havia nisso o mesmo absurdo que em aplaudir ou condenar as evoluções do Sol. São factos fatais. Têm de vir.
De cada vez que vêm é sinal de que o homem vai alcançar mais uma liberdade, mais um direito, mais uma felicidade. Decerto que os horrores da revolução são medonhos, decerto que tudo o que é vital nas sociedades, a família, o trabalho, a educação, sofrem dolorosamente com a passagem dessa trovoada humana.
Mas as misérias que se sofrem com as opressões, com os maus regímens, com as tiranias, são maiores ainda."
-in 'Distrito de Évora', Eça de Queiróz- Maio 1867-

Hoje terão sido cerca de 300 mil na manifestação convocada pela CGTP-IN em Lisboa. É significativo, mas sem consequência. O mundo não mudou em 15 dias -ou 3 semanas, ou...- como o grande timoneiro diz ou disse: o mundo -ou o 'nosso mundo' se quisermos- mudou de há trinta e seis anos a esta parte; acompanhámos a mudança do 'mundo dos outros' e nem sempre pelas melhores razões. Reunir de novo mais de meio milhão, será certamente muito difícil. O protesto como arma está 'démodée', o contrário talvez resulte. Quando praticamente todos os modelos instuídos estão errados e se caminha a passos largos para uma padronização global, porque será mais fácil controlar, não será com as 'palavras de ordem', as faixas com os dizeres de sempre e a mera retórica de acção que algo mudará. Cá ou em qualquer outro lugar. Incomoda, mas não passa disso.

3 comments:

Rita disse...

Então qual é o caminho no imediato? É que os diagnósticos já foram todos feitos...

LMB disse...

levantamento de rancho

Rita disse...

Pois mas os levantamentos de rancho são feitos por fases, esta é sempre a primeira... é dos books...