
Lembro-me dele em actividade plena, muito embora nunca lá tenha estado como hóspede ou visitante. Via-o de fora, da estrada -numa altura em que existia mais mata que betão- e isso era suficiente. Voltei a vê-lo, anos mais tarde, no início da sua degradação mas ainda habitável, tanto, que quem retornou das ex-colónias fez dele a nova casa; quando o largou, deixou aberto o caminho da ruína. Volto sempre a vê-lo, hoje, sempre que passo naquele troço da EN10, ali junto à Cruz de Pau. Falo do antigo Hotel/Motel/ApartHotel 'Muxito'.
Há cerca de um mês vi melhor: um enorme aparato policial obrigava a quase paragem na estrada, embora a acção decorresse lá dentro ao melhor estilo 'SWAT'. Não faço ideia o que seria, mas coisa boa não era certamente. Numa escala de zero a dez, digamos que está em nove e meio o indicador de destruição. Da era dourada do final dos anos 50 e toda a década de 60, resta isto aqui, em filme que alguém colocou para o conhecimento geral. À espera de um (re)aproveitamento digno.
Recuando no tempo, estamos agora à volta de 1400. E o que acontece aqui? Acontece que, perdido nos arrabaldes de Palmela, o antigo Convento de S.Paulo de Alferrara (aparentemente também conhecido por Mosteiro de Nossa Senhora da Consolação de Alferrara) está num estágio de ruína extrema. Incompreensível, mas está. A delapidação há muito que começou e, à hora em que aq
ui escrevo, o mais certo é já não existir nada para delapidar. A melhor -e mais recente- documentação fotográfica -arriscada, diga-se- de um monumento que deveria ter o carinho institucional, está aqui.
Sei que existe um gabinete de arquitectura que terá feito já o levantamento da secular estrutura, mas talvez não tenha passado ainda do estirador e não será seguramente por culpa destes.
Outros existirão neste país pouco dado a preservar seja o que for, com excepção da sua rica viatura automóvel: essa é lavada e polida até o cromado reflectir o branquinho do dente. Quanto ao resto, alguém que cuide. Somos tristes e pobres de muita coisa, esta, é apenas mais uma.
Créditos: imagens palavradesvalentim.blogspot.com
Há cerca de um mês vi melhor: um enorme aparato policial obrigava a quase paragem na estrada, embora a acção decorresse lá dentro ao melhor estilo 'SWAT'. Não faço ideia o que seria, mas coisa boa não era certamente. Numa escala de zero a dez, digamos que está em nove e meio o indicador de destruição. Da era dourada do final dos anos 50 e toda a década de 60, resta isto aqui, em filme que alguém colocou para o conhecimento geral. À espera de um (re)aproveitamento digno.
Recuando no tempo, estamos agora à volta de 1400. E o que acontece aqui? Acontece que, perdido nos arrabaldes de Palmela, o antigo Convento de S.Paulo de Alferrara (aparentemente também conhecido por Mosteiro de Nossa Senhora da Consolação de Alferrara) está num estágio de ruína extrema. Incompreensível, mas está. A delapidação há muito que começou e, à hora em que aq
ui escrevo, o mais certo é já não existir nada para delapidar. A melhor -e mais recente- documentação fotográfica -arriscada, diga-se- de um monumento que deveria ter o carinho institucional, está aqui.Sei que existe um gabinete de arquitectura que terá feito já o levantamento da secular estrutura, mas talvez não tenha passado ainda do estirador e não será seguramente por culpa destes.
Outros existirão neste país pouco dado a preservar seja o que for, com excepção da sua rica viatura automóvel: essa é lavada e polida até o cromado reflectir o branquinho do dente. Quanto ao resto, alguém que cuide. Somos tristes e pobres de muita coisa, esta, é apenas mais uma.
Créditos: imagens palavradesvalentim.blogspot.com
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