
Com 'x' na grafia da época -1910- mas, o termo porventura estranho, nada mais é que a imitação da lacagem usada no oriente, adaptada à folha de flandres, de onde resultavam muitas das vezes autênticas peças de arte, mediante o talento do desenhador e gravador. Setúbal, no final do séc. XIX, dava cartas neste processo de acharoar as latas das conservas de sardinha, desenvolvendo uma ind
ústria litográfica de relevo.
O vinho fino de Carcavellos é hoje uma raridade, mas consegue encontrar-se; pelo menos um que é produzido na Quinta dos Pesos, mas o longo tempo de maturação e a diminuta produção de anos alternados, colocam-no justamente na prateleira das coisas raras.
Mas, no inverno de 1910, os Grandes Armazéns do Chiado promoviam-no como produto vindo de terras próprias -a quinta de Cae-Agua- e em quantidades generosas incluíndo barris de cinco litros a 120 'mal'reis' a litrada do licoroso tinto (melhor que o branco na minha modesta opinião) junto com muitas outras coisas, como por exemplo as manteigas finas de Âncora (ainda existem) e do Dão.
A imagem marcante de infância que tenho do foyer dos GAC era pela altura da Páscoa onde esse balcão que se vê na foto lá em cima, se transformava num enorme 'mostruário' de amêndoas de todo o tipo e feitio -as verdadeiras molares de Coimbra, as de pinhão a sério e as de licor também a sério- estavam por lá. Talvez por ser guloso, seja esta a imagem que ficou retida, mais ainda que o Natal. Bom, ficaram muitas outras, como a caderneta de selos do estabelecimento que dariam direito a qualquer prémio por certo. Os GAC chegaram a oferecer chalets, mas caramba, já não sou desse tempo...
ústria litográfica de relevo.O vinho fino de Carcavellos é hoje uma raridade, mas consegue encontrar-se; pelo menos um que é produzido na Quinta dos Pesos, mas o longo tempo de maturação e a diminuta produção de anos alternados, colocam-no justamente na prateleira das coisas raras.
Mas, no inverno de 1910, os Grandes Armazéns do Chiado promoviam-no como produto vindo de terras próprias -a quinta de Cae-Agua- e em quantidades generosas incluíndo barris de cinco litros a 120 'mal'reis' a litrada do licoroso tinto (melhor que o branco na minha modesta opinião) junto com muitas outras coisas, como por exemplo as manteigas finas de Âncora (ainda existem) e do Dão.

A imagem marcante de infância que tenho do foyer dos GAC era pela altura da Páscoa onde esse balcão que se vê na foto lá em cima, se transformava num enorme 'mostruário' de amêndoas de todo o tipo e feitio -as verdadeiras molares de Coimbra, as de pinhão a sério e as de licor também a sério- estavam por lá. Talvez por ser guloso, seja esta a imagem que ficou retida, mais ainda que o Natal. Bom, ficaram muitas outras, como a caderneta de selos do estabelecimento que dariam direito a qualquer prémio por certo. Os GAC chegaram a oferecer chalets, mas caramba, já não sou desse tempo...
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