18 dezembro 2009

utopia


Hoje só me apetece luxo. Do mais requintado possível.
Utopia será o mais luxuoso navio do mundo, mas com grande diferencial: é totalmente residencial.
A metalomecânica pesada da Samsung deverá ter batido as palmas de contente quando uma encomenda deste calibre lhe caíu em sorte, mas mais que os coreanos operários, será o excêntrico residente que ali investir em propriedade horizontal -ou vertical, sei lá- já que a comercialização é feita tal qual um apartamento em terra. Também aqui há diferença: os preços começam em meros quatro milhões e acabam -ou passam- os vinte e muitos. Ninguém estará preocupado com o spread manhoso nem com pedidos recusados de financiamento, quem para aqui vai, pode. Pode também cansar-se de tanto marear, ou não. Gostar até de acordar no norte de África e jantar na Europa e por aí fora. Porque é disso que se trata.
É um projecto fantástico e fora do lugar comum nestas coisas de grandes paquetes. Dentro de três anos estará nas águas, mas na amostra de itinerário -um de muitos- curiosamente, Lisboa não consta, mas em compensação, o reduto de Jardim já lá está na figuração. Isto é só porque ainda não conhecem a Cova do Vapor.

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