08 março 2009

Quase Primavera


Se há meteorologista que gostaria de deixar uma 'pegada aquecida' no Al Gore, ele chama-se Joe Bastardi. Já aqui o disse anteriormente: o homem não morre de amores pelas apresentações do 'aquecimento global' do Gore, as quais considera estarem mais ao serviço de interesses económicos que propriamente da ciência. Em Janeiro passado, na revista New Scientist, defendeu que Putin -naquela história do gás ucraniano- percebe o que vem aí em termos de alteração climática, perfeitamente natural segundo Bastardi, e, terá antecipado por experimentação o que a natureza poderá proporcionar a quem tem a torneira da água quente. Por outras palavras, será o frio e não o calor a preocupar a humanidade.
De resto, esta vertente de aglomerado de homens da ciência que defende o arrefecimento global e natural, provando-o com registos de séculos e não somente pelos satélites que só iniciaram medição há trinta anos e nos quais a corrente contrária -do aquecimento global- se fundamenta em primeiro lugar, é maior do que se pode supor.
Bastardi expõe os seus pontos de vista num par de episódios a poderem ser vistos aqui, o primeiro, e aqui o segundo e na sua página profissional -acessível apenas por registo- exmplifica que, em Inglaterra, no tempo dos Tudor, as laranjeiras proliferavam por lá, justamente devido ao ciclo natural de aquecimento da Terra (sempre influenciada pela actividade solar e pelos oceanos) por contraste, duzentos anos depois, com as temperaturas extremamente baixas que, no reinado da rainha Victoria, permitiam patinagem em pleno rio Tamisa.
Tudo é feito de mudança. Clima, vida, 'you name it'.

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