15 março 2009

Carmen Miranda: south american way


Se fosse viva, teria já feito cem anos o mês passado. Maria do Carmo Miranda da Cunha, de sua graça, e simplesmente Carmen Miranda de sua graça artística, nasceu cá, mas foi só isso. De resto, nunca pensou em regressar; mais a mais, a um país em constantes convulsões e super atrasado se comparado com o outro lado do Atlântico, na primeira (e restante) metade so século XX. Ao que consta, também nunca terá dito que não era portuguesa, antes pelo contrário, mesmo quando, em '46, era a mais bem paga estrela de Hollywood.
David Sebastian, empregado de produtora cinematográfica, passou rapidamente à condição de empresário e marido da vedeta, ao que tudo indica com quota-parte na decadência desta, pelos processos habituais sobejamente conhecidos quando toca a este tipo de figuras públicas.
Carmen apagou-se sem aviso aos 46. Meio milhão de cariocas e não só estiveram com ela no último percurso no Rio. Consta também que, até hoje, nunca houve despedida assim.

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