
Nasci no 'Estado Novo', atravessei o 'Estado Revolucionário' e hoje vivo neste 'Estado'. Basicamente é assim a minha cronologia de vivências políticas. Um pouco mais de metade que a idade madura que o PCP-Partido Comunista Português hoje celebra: oitenta e oito anos.
Para alguns, é o partido da 'velha cassette', aquele que -há 88 anos- diz e torna a dizer o mesmo de sempre, aquele onde os líderes são elementos já com ar de reformados, ou até aquele que come criancinhas.
Para muitos outros, o 'partido da ferrugem' e demais classe operária, representa a inabalável coerência ao longo de quase nove décadas. Bem vistas as coisas anda cá há mais tempo que qualquer outro.
O secretário-geral do partido, afirma que as fileiras de militantes estão rejuvenescidas, pela entrada de jovens e de zonas tidas como improváveis ou impensáveis mesmo, como o Porto e Braga e é bem natural -que razão teria eu para duvidar- que assim seja, até porque o deslumbramento e encantamento são estados d'alma fugazes e o momento não poderia ser mais adequado, por tudo aquilo que todos nós observamos no dia-a-dia senão mesmo de-hora-a-hora.
Quando o 'euro-subsídio' acaba, ou para lá caminha, é colocada a descoberto a maquilhagem do país pobretanas ultra periférico que, no fundo, nunca deixámos de ser.
Mário Soares, alerta, já por mais que um par de vezes, sobre o perigo de uma instabilidade social grave e ingovernável e diz com absoluta razão que é preciso (sobretudo aos governantes) estar atento ao que se comenta nas ruas, vulgo, a voz do povo aka populaça. É esta mesma populaça que começa a não perceber a insustentabilidade dos serviços sociais daqui a uns anos e lhes pede para trabalhar mais uns anitos para não danificar a excêntrica reforma de parca centenas de euros e vê, de repente, surgir dinheiro a rodos para auxílio a quem supostamente gere dinheiro.
É assim, mais que provável, que com tanta azia, os estômagos mais novos comecem a digerir um ideal que parecia já obsoleto. Marx e o seu 'Capital' saíram de novo da poeira da estante para se rebuscar premonições feitas à época com reflexo actual. 'O gajo tinha razão', dizem. É bem capaz e se calhar não escreveu tudo.
Jerónimo: por muitos e bons!
Para alguns, é o partido da 'velha cassette', aquele que -há 88 anos- diz e torna a dizer o mesmo de sempre, aquele onde os líderes são elementos já com ar de reformados, ou até aquele que come criancinhas.
Para muitos outros, o 'partido da ferrugem' e demais classe operária, representa a inabalável coerência ao longo de quase nove décadas. Bem vistas as coisas anda cá há mais tempo que qualquer outro.
O secretário-geral do partido, afirma que as fileiras de militantes estão rejuvenescidas, pela entrada de jovens e de zonas tidas como improváveis ou impensáveis mesmo, como o Porto e Braga e é bem natural -que razão teria eu para duvidar- que assim seja, até porque o deslumbramento e encantamento são estados d'alma fugazes e o momento não poderia ser mais adequado, por tudo aquilo que todos nós observamos no dia-a-dia senão mesmo de-hora-a-hora.
Quando o 'euro-subsídio' acaba, ou para lá caminha, é colocada a descoberto a maquilhagem do país pobretanas ultra periférico que, no fundo, nunca deixámos de ser.
Mário Soares, alerta, já por mais que um par de vezes, sobre o perigo de uma instabilidade social grave e ingovernável e diz com absoluta razão que é preciso (sobretudo aos governantes) estar atento ao que se comenta nas ruas, vulgo, a voz do povo aka populaça. É esta mesma populaça que começa a não perceber a insustentabilidade dos serviços sociais daqui a uns anos e lhes pede para trabalhar mais uns anitos para não danificar a excêntrica reforma de parca centenas de euros e vê, de repente, surgir dinheiro a rodos para auxílio a quem supostamente gere dinheiro.
É assim, mais que provável, que com tanta azia, os estômagos mais novos comecem a digerir um ideal que parecia já obsoleto. Marx e o seu 'Capital' saíram de novo da poeira da estante para se rebuscar premonições feitas à época com reflexo actual. 'O gajo tinha razão', dizem. É bem capaz e se calhar não escreveu tudo.
Jerónimo: por muitos e bons!
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