
Andrew Webb, da BBC, tem um artigo a que dá o título de 'My memories of the Macintosh'. Faz, o Mac, 1/4 de século esta semana ou coisa assim.
Mas a foto lá de cima, não é um Mac.
É uma outra máquina bem construída para altura, que se chamava Amstrad PCW8512 (antes deste modelo, o 8256, só com 1 drive de disquettes de 3'' também era válido e antes ainda, a série CPC 464, 664 e 6128) e dela guardo saudosas memórias -provavelmente este meu caro amigo também- num tempo em que a informática era uma coisa 'muito avançada', sobretudo se instalada em Vila Nova de Tázem.
Não sei quantos equipamentos desta marca vendi, seguramente largas centenas -e sendo modesto- isolados ou em bundle com aplicação de contabilidade em CP/M, um autêntico sucesso em qualquer gabinete de contabilidade e então se emparelhado com uma veloz matricial Admate, a coisa era estonteante.
Em Marinheiros (perto de Leiria) eu e este outro amigo aqui, chegávamos normalmente depois de jantar à casa/escritório de um TOC, ora para mais uma sessão de esclarecimento contabilístico ora para ver que estorno complicava o próximo lançamento no diário 'xpto' ora para falarmos com mais uns amigos do amigo 'mangas de alpaca' que queriam ver como tirar a alpaca e pass
ar a digital e a 'demo' seguia calmamente pelas 22/23h ou madrugada mesmo se feita por ele ou logo pelas 21.30h se feita por mim (na verdade, tudo o que eu sabia da aplicação tinha sido ensinado por ele), mas passava rapidamente às questões técnicas e a alguns 'truques' de combinação de teclas que deixava a malta desorientada. Teve a sua piada, uma ocasião, em que a sacana da Admate prendeu um par de agulhas na fita e forçou uma impressão toda ela num bold muito muito negro, mas a compostura não se perdeu ali e a justificação saíu de rajada como sendo um 'negrito reforçado' para ser legível... Ninguém se atreveu a comentar.
Lembro-me, já muito rodado, que uma demonstração da aplicação -excelente , há que o dizer- a conseguia fazer em 45 minutos, debitando de cor grande parte das contas do POC, simulando enchimento da capacidade da disquette (eram necessárias 2: uma com a aplicação e outra para trabalho real, no caso de existirem dois drives de disquette), demonstrando contrapartidas, balancetes e coisas conexas que sempre odiei fora dali: a contabilidade, claro. Para a hora certa que tinha estipulado, sobravam então quinze minutos para as perguntas & respostas, mas estes, raramente eram suficientes e acontecia por vezes ter 'repetentes' na edição seguinte da matinée ou soirée para voltarem a ver tudo de novo, agora com novos colegas de ofício.
Esses eram os dias da informática lusa, há 1/4 de século atrás.
Mas a foto lá de cima, não é um Mac.
É uma outra máquina bem construída para altura, que se chamava Amstrad PCW8512 (antes deste modelo, o 8256, só com 1 drive de disquettes de 3'' também era válido e antes ainda, a série CPC 464, 664 e 6128) e dela guardo saudosas memórias -provavelmente este meu caro amigo também- num tempo em que a informática era uma coisa 'muito avançada', sobretudo se instalada em Vila Nova de Tázem.
Não sei quantos equipamentos desta marca vendi, seguramente largas centenas -e sendo modesto- isolados ou em bundle com aplicação de contabilidade em CP/M, um autêntico sucesso em qualquer gabinete de contabilidade e então se emparelhado com uma veloz matricial Admate, a coisa era estonteante.
Em Marinheiros (perto de Leiria) eu e este outro amigo aqui, chegávamos normalmente depois de jantar à casa/escritório de um TOC, ora para mais uma sessão de esclarecimento contabilístico ora para ver que estorno complicava o próximo lançamento no diário 'xpto' ora para falarmos com mais uns amigos do amigo 'mangas de alpaca' que queriam ver como tirar a alpaca e pass
ar a digital e a 'demo' seguia calmamente pelas 22/23h ou madrugada mesmo se feita por ele ou logo pelas 21.30h se feita por mim (na verdade, tudo o que eu sabia da aplicação tinha sido ensinado por ele), mas passava rapidamente às questões técnicas e a alguns 'truques' de combinação de teclas que deixava a malta desorientada. Teve a sua piada, uma ocasião, em que a sacana da Admate prendeu um par de agulhas na fita e forçou uma impressão toda ela num bold muito muito negro, mas a compostura não se perdeu ali e a justificação saíu de rajada como sendo um 'negrito reforçado' para ser legível... Ninguém se atreveu a comentar.Lembro-me, já muito rodado, que uma demonstração da aplicação -excelente , há que o dizer- a conseguia fazer em 45 minutos, debitando de cor grande parte das contas do POC, simulando enchimento da capacidade da disquette (eram necessárias 2: uma com a aplicação e outra para trabalho real, no caso de existirem dois drives de disquette), demonstrando contrapartidas, balancetes e coisas conexas que sempre odiei fora dali: a contabilidade, claro. Para a hora certa que tinha estipulado, sobravam então quinze minutos para as perguntas & respostas, mas estes, raramente eram suficientes e acontecia por vezes ter 'repetentes' na edição seguinte da matinée ou soirée para voltarem a ver tudo de novo, agora com novos colegas de ofício.
Esses eram os dias da informática lusa, há 1/4 de século atrás.
1 comments:
Pois é verdade, verdadeiros cavaleiros do asfalto, espalhado a boa nova pelo País.
Salvadores de contabilistas, que antes de nós faziam as suas escritas à mão e com a nossa solução, servida por uma excepcional aplicação, passaram a rentabilizar muito melhor os seus gabinetes.
Amstrad+impressora+aplicação = 250 contos com 10% de desconto de pp.
O Negrito reforçado, ficou na história do desenrasca, bem como a velha máxima nunca se come em restaurantes indicados pelos clientes.
Um abraço
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