18 janeiro 2009

Manchester: triagem. À espera de Godot


Não tenho muitas dúvidas que o sistema conhecido como 'triagem de Manchester' possa ser o mais funcional a montante.
A juzante, é que eu já não sei.

Local: Hospital de S.José. Hora de chegada: 20h. Sábado. Sala de espera de urgências a meia sala e balcão de atendimento livre. Triagem: 20.10h. 'pulseira amarela' para o paciente, o que de acordo com o sistema de Manchester, significa urgente.
Atendimento médico: 20.25h.
Até aqui, tudo foi assombrosamente rápido; o serviço de imagiologia que pelo meio entrou é que manchou Manchester. Se umas análises necessárias demoraram 60 minutos e uma litrada de soro outros 60, o subsequente e imperioso TAC uns meros 30 minutos, já o resultado deste, perdido algures, avançou para 5h. O que podia ter sido um caso despachado antes das 00h e um caso de sucesso do ponto de vista do utente, acabou por revelar-se um martírio.
Claro que justificação para tanta e absurda demora, ninguém soube dar. Até alguém ter pedido o livro vermelho e ter colocado a sua insatisfação, pelas 3h da madrugada já de Domingo, pelo facto de estar à espera com a sua fita azul (não urgente) desde as 18h de Sábado, num fim de dia/noite/madrugada reconhecido por todos quantos lá trabalham, incluíndo Polícia, como estranhamente calmo.
Haja saúde.
Hora de saída: 05.35h. Domingo, claro.

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