
O "Diário Popular" tinha, há muitos e bons anos, uma rúbrica que se chamava "O repórter não estava lá, mas o desenhador reconstitui". Se não era exactamente assim, era algo parecido. Significava que, num acidente de estrada, por exemplo, na ausência de repórter fotográfico, o desenhador de serviço reconstituia a cena através do traço artístico por via da informação oral ou telex que lhe chegava não suportada por foto.
Hoje em dia, qualquer um é 'repórter' de ocasião. E a informação, se se quiser, é até muito sofisticada e enviada de qualquer lugar como todos nós sabemos. Tal como a foto do anónimo aqui em cima mostra. Nada de raro também. Apenas achei piada ter estado sentado, num comboio que me coloca em Entrecampos em trinta minutos exactos à hora de ponta, e em frente de um tipo com bom gosto que escrevia alguma coisa desalmadamente sempre com um sorriso.
Novo para mim, é somente a descoberta de um transporte público tão eficaz quanto a máquina que ele tinha sobre as pernas.
Hoje em dia, qualquer um é 'repórter' de ocasião. E a informação, se se quiser, é até muito sofisticada e enviada de qualquer lugar como todos nós sabemos. Tal como a foto do anónimo aqui em cima mostra. Nada de raro também. Apenas achei piada ter estado sentado, num comboio que me coloca em Entrecampos em trinta minutos exactos à hora de ponta, e em frente de um tipo com bom gosto que escrevia alguma coisa desalmadamente sempre com um sorriso.
Novo para mim, é somente a descoberta de um transporte público tão eficaz quanto a máquina que ele tinha sobre as pernas.
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