10 abril 2008

Checo-mate a horas

Checo dos cinco costados, Joseph Bulova, abre em 1875, em Nova Iorque, um boteco joalheiro. Praga não era o ideal -como em muitas outras capitais europeias- e todos os caminhos apontavam para o outro lado do Atlântico. Em Maiden Lane começou por vender relógios de mesa (et boudoir) e ainda relógios de bolso. Um negócio de horas em hora certa. Em 1919 começa a produção de relógios de pulso para homem e daí para cá, a marca, só parou na lua, onde, desde 1969 um temporizador Bulova plantado no lunar 'Mar da Tranquilidade', controla emissão vital de informação.

Mas a parte engraçada, é que, seguindo a tradição Bulova (Joseph já cá não mora em '41) de dar a conhecer as suas produções a tempo e horas no mercado certo (vulgo Marketing) Arde Bulova -herdeiro, claro está- lança o primeiro spot comercial televisivo legal do mundo em 1941. Ideia simples e sem grandes malabarismos: imagem de um relógio da marca e um mapa dos EUA. Em voice-over a mensagem curta e precisa: 'America runs on Bulova time'.

Agora, a outra parte engraçada: esta 'mega-campanha' de 10 segundos, emitida pela WNBT afiliada da nova iorquina NBC, custou a 'astronómica' quantia de $9. Nem mais, nem menos. Com uma nota de dez recebeu ainda troco. Escusado será dizer o que Arde despoletou de imediato, para ele e para o mundo da publicidade.

E já que falo aqui de pioneiros, em nota de rodapé, endereçada fugazmente ao amigo George, o primeiro spot televisivo a cores do planeta coube à marca de tabaco Pall Mall.

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