Excelente documentário que há pouco passou na RTP2 sobre as hortas urbanas de Lisboa: daquelas onde o pedaço de terra ocupado tanto vai de uma rotunda (como em Alfragide) até pedaços de terreno mais extensos que em outrora fizeram parte de quintas, como aquelas de Carnide. São ocupados (com consciência de ilegalidade) por reformados ou 'pre-reformados' vulgo desempregados, que ali encontram uma forma de ocupar o
tempo e matar a fome, num e noutro caso. Acabar com elas -hortas- é uma questão de tempo: tanto pode ser meia dúzia de meses, como várias décadas. Por norma, o betão vence a couve-galega.
Se mais terra houvesse, certamente mais agricultores de ocasião surgiriam, fosse por necessidade fosse por medida 'terapeutica' anti-stress ou coisa que o valha. E não virá mal ao mundo daí, seguramente.
Gonçalo Ribeiro Telles, Arquitecto paisagista e decano da ecologia desde sempre, defende há muito a organização e utilização de espaços comunitários deste tipo na malha urbana das cidades; a teimosia do 'establishment' procura dar pouca ou nenhuma atenção àquilo que podera constituir uma acertada medida. As experiências já realizadas dizem isso mesmo: mais houvesse. Felizmente, alguma nova geração de Arquitectos paisagistas está embebida das lições sábias de Telles e, e talvez por aqui, possa surgir no poder local e político a consciência que o estômago não conseguirá nunca digerir um tijolo de 9, mas um braçado de repolho já será diferente e comestível.
Não será, com toda a certeza, necessário vir algum franchising internacional para criar 'A-farmer-for-a-day-concept' para tornar a actividade um negócio. Digo eu.
tempo e matar a fome, num e noutro caso. Acabar com elas -hortas- é uma questão de tempo: tanto pode ser meia dúzia de meses, como várias décadas. Por norma, o betão vence a couve-galega.Se mais terra houvesse, certamente mais agricultores de ocasião surgiriam, fosse por necessidade fosse por medida 'terapeutica' anti-stress ou coisa que o valha. E não virá mal ao mundo daí, seguramente.
Gonçalo Ribeiro Telles, Arquitecto paisagista e decano da ecologia desde sempre, defende há muito a organização e utilização de espaços comunitários deste tipo na malha urbana das cidades; a teimosia do 'establishment' procura dar pouca ou nenhuma atenção àquilo que podera constituir uma acertada medida. As experiências já realizadas dizem isso mesmo: mais houvesse. Felizmente, alguma nova geração de Arquitectos paisagistas está embebida das lições sábias de Telles e, e talvez por aqui, possa surgir no poder local e político a consciência que o estômago não conseguirá nunca digerir um tijolo de 9, mas um braçado de repolho já será diferente e comestível.
Não será, com toda a certeza, necessário vir algum franchising internacional para criar 'A-farmer-for-a-day-concept' para tornar a actividade um negócio. Digo eu.
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