08 novembro 2008

Eugenia, a noiva de branco


Original seria, nos dias de hoje, se uma noiva fosse de verde. Mas o que muito provavelmente a maiorias das noivas desconhecerá é que o cândido branco dos -caros- vestidos por 1 dia, só é branco devido a María Eugenia Ignatia Augustina Palafox de Guzmán Portocarrero y Kirkpatrick.
Esta via rápida de nomes próprios, encurta-se rapidamente para 9ª Condessa de Teba ou Eugenia de Montijo, com o 'Montijo' a ler-se à moda espanhola, porque, é em terras de Granada que Eugenia nasce, filha do Conde de Montijo.
Eugenia (1826-1920) é uma mulher à frente do seu tempo. Não é estilista nem modista, mas sabe que é bonita e comanda a moda em elegância cortando com o tradicional estabelecido desde há muito, para além de tudo o mais é extremamente culta, com particular destaque para questões políticas.
Napoleão III, Imperador dos franceses, leva-a à certa e casam-se no primeiro mês de 1853. E é aqui que o branco do casório entra: o seu vestido foi a sensação do ano. Até aí, os verdes, vermelhos, bordeaux e arroxeados dominavam praticamente desde a Idade Média, o branco era considerado algo impróprio para uso numa ocasião solene de uma mulher.
Eugenia, não quer nem ouvir. E nada a impede de se tornar a esposa consorte -ou com sorte- de França e a sua última Imperatriz.
Os anos não perdoam e a elegância da juventude, como em qualquer comum mortal, com ou sem título, perde-se. As imagens lá de cima estão separadas por cerca de dezoito anos, sensivelmente na altura em que é obrigada a exilar-se em Inglaterra após uns desaires políticos do marido; coisas de Napoleões.

Créditos: imagem Getty

0 comments: